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Vale do Itajaí – Salário miserável empurrou trabalhadores para áreas de risco!

Submitted by Amilton Alexandre on sábado, 29 novembro 20081 comentário


NO VALE DO ITAJAÍ SÓ TEM DISTRIBUIÇÃO DE RENDA QUANDO TEM ENCHENTE E TRAGÉDIA
Nunca em nenhum tempo, tanto dinheiro
não vai ser aplicado para quem precisa.
O uso político dos recursos não vai demorar a acontecer.
A tragédia vai fazer distribuição de renda na marra.
Elites empresariais do Vale do Itajaí só são solidários na desgraça e quando também perdem patrimônio.
A média de salário das industrias têxteis do Vale não passa de R$ 800,00

Ilhota e Luiz Alves são as cidades mais pobres do Vale do Itajaí .
A Indútria Têxtil que ganha centena de milhões de euros paga salários miseráveis para essa população atingida.

A Sra. Sonia Hess da Dudalina , um dois maiores grupos texteis do mundo disse na tv que os empresários tem de ser mais solidários, pensar nos seus semelhantes.

Os moradores de Luiz Alves gostariam te ter ouvido essas declarações há 50 anos, no início das instalações industriais de sua família.
Quanta hipocrisia.

O fato da empresa emprestar seu gerador para o hospital da cidade não ameniza sua responsabilidade nessa tragédia.
Seus empregados moram em encostas e áreas de risco
por que ganham salário miserável que os impossibilita de ter moradia digna.
A Dudalina é originária de Luiz Alves uma das cidades mais pobres do Vale do Itajaí junto com Ilhota ,outra cidade vítima da catástrofe.
Empresários pagam salários de fome

Veja esse relato publicado na Gazeta Mercantil em 10/10/2008

Operários do setor têxtil param por reajuste de 15%

FLORIANÓPOLIS, 10 de outubro de 2008 – Trabalhadores das indústrias têxteis de Blumenau (SC) entraram em greve, esta semana, por tempo indeterminado com uma reivindicação de reajuste salarial de 15%. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Blumenau, Gaspar e Indaial (Sintrafite), 2.500 funcionários estão parados na Cremer, Cremer Adesivos e Hering e hoje mais uma empresa vai aderir ao movimento.
A presidente do sindicato dos trabalhadores, Vivian Bertoldi, afirma que os empresários querem conceder aumento de 8%, percentual que não representa nem 1% de aumento real, já que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador habitualmente utilizado como base para correção dos salários, dos últimos 12 meses, até setembro, foi de 7,15%.
Produção
O presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, afirma que duas unidades produtivas da Cremer e uma da Hering estão parcialmente paradas e que totalizam 600 trabalhadores de um total de 30 mil. “Até agora, não houve redução da produção, mas há danos ao andamento normal das atividades, já que estão ocorrendo piquetes nas portas das fábricas e a interferência da Polícia Civil”, diz.
Dissídio coletivo
Mesmo com a pressão, o sindicato das indústrias não pretende aumentar a proposta de reajuste de 8%, anunciada na última assembléia dos trabalhadores, dia 27 de setembro. Segundo Kuhn, o encaminhamento da questão agora será para o dissídio coletivo à Justiça do Trabalho. “Em outros municípios de abrangência do Sintex, como Pomerode e Timbó, o aumento da categoria têxtil foi de 6%”, compara.
Segundo o Sintex, 8% de reajuste salarial representa a concessão de 11,89% acima do percentual do INPC e corresponde a um aumento de 11,50%, no piso de contratação, de R$ 554,40, e de 11,55% no piso de efetivação, de R$ 616,00, entre outros benefícios. (Juliana Wilke – Gazeta Mercantil)

Esse outro do Guia Textil
http://www.guiatextil.com.br/

Elas querem distância das agulhas

Com trabalho exaustivo e baixos salários, está cada vez mais difícil achar costureiras no Vale do Itajaí

Laudi Correa Heise trabalhou como costureira por sete anos na indústria têxtil e em facções de Blumenau. Mas a carga de trabalho exaustiva, a alta produtividade e o baixo salário fez a costureira de 36 anos desistir da profissão em janeiro do ano passado. Com o apoio do marido, Laudi aproveitou o gosto pela culinária para se tornar cozinheira.

Na costura, ganhava R$ 500 mensais. No comando das panelas sobre o fogão, recebe R$ 1,2 mil. Laudi não sente falta da época em que a meta diária era costurar 700 lençóis:

Nunca incentivaria meus filhos a trabalhar com costura. Os salários não são dignos do trabalho pesado. Profissionais experientes como Laudi, viraram raridade. No Sistema Nacional de Empregos (Sine) há 136 vagas abertas na região . Sem contar as oferecidas nas agências de emprego privadas e diretamente nas empresas. A Malharia Cristina, por exemplo, tem 10 vagas há seis meses. A Malwee procura 30 costureiras. A gente fica trabalhando porque se acostumou na função. Depende da força de vontade de cada uma para continuar a evoluir e ser valorizada -acredita a costureira Marilde Krever, 41.

Trabalhos administrativos dão mais visibilidade

Com a experiência de 21 anos de costura em malha, Marilde trabalha das 5h às 13h30min. Recebe R$ 765 pela produção do mês. Paga as contas da casa e faz sobrar para plano de saúde, roupas e calçados.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de Blumenau e Região (Sintex), Ulrich Kuhn, na medida em que a região cresce economicamente, as aspirações sociais também se alteram. As jovens optam por trabalhar na área de informática, bancos, escritórios e lojas, por exemplo.

Essas funções, segundo o gerente de Recursos Humanos Paulo José Alves, dão mais visibilidade e satisfação às jovens.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Blumenau (Sintrafite),
Vivian Bertoldi, o salário sempre foi a principal queixa das costureiras.
Por um turno de oito horas diárias, elas recebem entre R$ 600 e R$ 800.
Há indústrias que aumentam salários para manter a profissional qualificada,
mas não chegam a ultrapassar R$ 1 mil.

Muitos empresários perguntam onde estão as costureiras. Elas existem, mas a relação entre capital e trabalho está muito precarizada. O salário e o ambiente de trabalho não atraem novas profissionais – completa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário de Blumenau, Julio José Rodrigues.

1 comentário »

  • julia said:

    parabéns por esses artigos,trabalho na area textil e sei que não recebemos o justo!!só para lhes informar a empresa chica guerreiro paga nada mais nada menos que 480,00 mais premio de 50,00 somente se a pessoa não faltar ou se atrasar que é quase impossivel.obrigado e uma otima semana!!

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