Vale do Itajaà – Salário miserável empurrou trabalhadores para áreas de risco!
O uso polÃtico dos recursos não vai demorar a acontecer.
Elites empresariais do Vale do Itajaà só são solidários na desgraça e quando também perdem patrimônio.
Ilhota e Luiz Alves são as cidades mais pobres do Vale do Itajaà .
A Sra. Sonia Hess da Dudalina , um dois maiores grupos texteis do mundo disse na tv que os empresários tem de ser mais solidários, pensar nos seus semelhantes.
Os moradores de Luiz Alves gostariam te ter ouvido essas declarações há 50 anos, no inÃcio das instalações industriais de sua famÃlia.
Quanta hipocrisia.
Veja esse relato publicado na Gazeta Mercantil em 10/10/2008
FLORIANÓPOLIS, 10 de outubro de 2008 – Trabalhadores das indústrias têxteis de Blumenau (SC) entraram em greve, esta semana, por tempo indeterminado com uma reivindicação de reajuste salarial de 15%. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Blumenau, Gaspar e Indaial (Sintrafite), 2.500 funcionários estão parados na Cremer, Cremer Adesivos e Hering e hoje mais uma empresa vai aderir ao movimento.
A presidente do sindicato dos trabalhadores, Vivian Bertoldi, afirma que os empresários querem conceder aumento de 8%, percentual que não representa nem 1% de aumento real, já que o Ãndice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador habitualmente utilizado como base para correção dos salários, dos últimos 12 meses, até setembro, foi de 7,15%.
Produção
O presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, afirma que duas unidades produtivas da Cremer e uma da Hering estão parcialmente paradas e que totalizam 600 trabalhadores de um total de 30 mil. “Até agora, não houve redução da produção, mas há danos ao andamento normal das atividades, já que estão ocorrendo piquetes nas portas das fábricas e a interferência da PolÃcia Civil”, diz.
DissÃdio coletivo
Mesmo com a pressão, o sindicato das indústrias não pretende aumentar a proposta de reajuste de 8%, anunciada na última assembléia dos trabalhadores, dia 27 de setembro. Segundo Kuhn, o encaminhamento da questão agora será para o dissÃdio coletivo à Justiça do Trabalho. “Em outros municÃpios de abrangência do Sintex, como Pomerode e Timbó, o aumento da categoria têxtil foi de 6%”, compara.
Segundo o Sintex, 8% de reajuste salarial representa a concessão de 11,89% acima do percentual do INPC e corresponde a um aumento de 11,50%, no piso de contratação, de R$ 554,40, e de 11,55% no piso de efetivação, de R$ 616,00, entre outros benefÃcios. (Juliana Wilke – Gazeta Mercantil)
http://www.guiatextil.com.br/
Elas querem distância das agulhas
Com trabalho exaustivo e baixos salários, está cada vez mais difÃcil achar costureiras no Vale do ItajaÃ
Laudi Correa Heise trabalhou como costureira por sete anos na indústria têxtil e em facções de Blumenau. Mas a carga de trabalho exaustiva, a alta produtividade e o baixo salário fez a costureira de 36 anos desistir da profissão em janeiro do ano passado. Com o apoio do marido, Laudi aproveitou o gosto pela culinária para se tornar cozinheira.
Na costura, ganhava R$ 500 mensais. No comando das panelas sobre o fogão, recebe R$ 1,2 mil. Laudi não sente falta da época em que a meta diária era costurar 700 lençóis:
Nunca incentivaria meus filhos a trabalhar com costura. Os salários não são dignos do trabalho pesado. Profissionais experientes como Laudi, viraram raridade. No Sistema Nacional de Empregos (Sine) há 136 vagas abertas na região . Sem contar as oferecidas nas agências de emprego privadas e diretamente nas empresas. A Malharia Cristina, por exemplo, tem 10 vagas há seis meses. A Malwee procura 30 costureiras. A gente fica trabalhando porque se acostumou na função. Depende da força de vontade de cada uma para continuar a evoluir e ser valorizada -acredita a costureira Marilde Krever, 41.
Trabalhos administrativos dão mais visibilidade
Com a experiência de 21 anos de costura em malha, Marilde trabalha das 5h às 13h30min. Recebe R$ 765 pela produção do mês. Paga as contas da casa e faz sobrar para plano de saúde, roupas e calçados.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de Blumenau e Região (Sintex), Ulrich Kuhn, na medida em que a região cresce economicamente, as aspirações sociais também se alteram. As jovens optam por trabalhar na área de informática, bancos, escritórios e lojas, por exemplo.
Essas funções, segundo o gerente de Recursos Humanos Paulo José Alves, dão mais visibilidade e satisfação às jovens.
Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Blumenau (Sintrafite),
Vivian Bertoldi, o salário sempre foi a principal queixa das costureiras.
Por um turno de oito horas diárias, elas recebem entre R$ 600 e R$ 800.
Há indústrias que aumentam salários para manter a profissional qualificada,
mas não chegam a ultrapassar R$ 1 mil.
Muitos empresários perguntam onde estão as costureiras. Elas existem, mas a relação entre capital e trabalho está muito precarizada. O salário e o ambiente de trabalho não atraem novas profissionais – completa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário de Blumenau, Julio José Rodrigues.




















































parabéns por esses artigos,trabalho na area textil e sei que não recebemos o justo!!só para lhes informar a empresa chica guerreiro paga nada mais nada menos que 480,00 mais premio de 50,00 somente se a pessoa não faltar ou se atrasar que é quase impossivel.obrigado e uma otima semana!!
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