Música vencedora do Concurso Nacional de Marchinhas de Carnaval – Fundição Progresso RIO 2010, foi feita de encomenda para o nosso prefeito itinerante.
Bom Dia… Dário Berger
Marchinha “Bom dia” de Renato Torres de Lima – Vencedor 2010
Mais um artigo do jornalista Laudelino José Sardá, sobre a tragédia Dário Ice Berger que se abateu sobre nossa cidade, com o apoio de 50 e poucos per cento de eleitores da Capital
A Ilha tem solução. O Alcaide e os Edis é que não querem.
08/02/2010
O alcaide vai a Seul. Tomara que aprenda os princípios do desenvolvimento humano de uma cidade e que não queira retornar com um projeto de viaduto.
O colunista do DC, Cacau Meneses, em sua coluna desta segunda-feira, 08,02, revela que há um movimento para liberar a construção de prédios de seis andares na Lagoa da Conceição. Não tenho dúvida de que há vereadores neste esforço de atender à cobiça do empresário da construção, cuja maioria não está preocupada com o futuro da Ilha, mas, sobretudo, com o que o presente pode lhe dar de lucro. Na mesma coluna, Cacau observa: “Bastou a cantora Beyoncé deixar Santa Catarina para todas as grandes redes de televisão noticiarem a sua estada no Brasil………”
Eu diria a Cacau que o dia em que a imprensa nacional se preocupar com esta Ilha, com certeza terá motivos de sobras para revelar seus equívocos e graves problemas, e mostrar a realidade de uma cidade que quer ser turística apenas pela fama de ser uma ilha com 42 praias.
Este paradoxo – fama e pobreza – é que amplia a dificuldade de Florianópolis superar suas deficiências. Pela ansiedade da fama, os dirigentes investem no curto prazo. Por exemplo, o único trecho de rodovias estaduais e municipais da Ilha com um acostamento decente é o que dá acesso ao novo kartódromo. Não se leva em conta a área urbana de Ingleses, é claro. O restante, principalmente o da estrada que liga Ingleses à Barra da Lagoa, é uma vergonha. O alcaide alienígena precisou agradar Felipe Massa e, por isso, apenas aquele trecho de 500 metros de Canasvieiras é que mereceu um acostamento à altura de uma cidade turística.
Uma cidade com recursos naturais singulares não pode mais viver de ações e atitudes circunstanciais. Chega! O governo municipal deveria esquecer todos os seus projetos e tomar a seguinte atitude
O que a queremos para a nossa cidade? Que ela seja uma referência turística em nível internacional?
Tudo bem. Vamos, então, promover um diagnóstico sério da realidade urbana e dos balneários, sob a ótica da preservação ambiental.
O centro urbano, num raio de 10 quilômetros, abrangendo, inclusive, o campus da UFSC, precisa ser repensado urgentemente, proibir a construção de novos prédios em áreas de risco social, como Itacorubi, aproveitar as áreas disponíveis para criar parques, áreas de preservação, recuperação da reserva de mangues, de rios e córregos, enfim, humanizar a cidade. Entre as medidas drásticas, lacrar todas as saídas de esgoto no mangue. Todas! Que implodam tubulações de excrementos e seus derivados na penitenciária, hospital, conjuntos residenciais, etc.etc. Todos terão de encontrar outros buracos, menos o mangue. O planejamento deve fixar um prazo para a cidade estar com 100% de rede de esgoto. Jogue a Casan no ralo e crie uma empresa municipal. A Casan age há 30 anos de forma predatória, relegou o saneamento básico e desprezando os mananciais de água.
A Câmara Municipal não pode ficar à mercê dos interesses de seus vereadores. Necessita criar leis severas, de forma a garantir um futuro para Florianópolis. Dentro deste raio de 10 quilômetros, o diagnóstico deve enaltecer os patrimônios, centros culturais e a questão da mobilidade. Doa a quem doer: os córregos precisam ser revitalizados a qualquer custo e as áreas públicas ampliadas com a fixação de áreas de preservação da qualidade de vida e do meio ambiente.
O centro urbano precisa voltar a ser o coração da cidade. Assim como o Mercado Público, a Alfândega e o Miramar formavam, até final dos anos 60, o point da Ilha, hoje é possível transformar uma área bem maior em uma referência cultural. Imagine, em um raio de dois quilômetros temos mercado, três teatros, museus, etc.etc. Porto Alegre, Curitiba e Recife, principalmente, revitalizaram seus centros urbanos, recuperaram seus monumentos e hoje são cidades aprazíveis. Por que Florianópolis não pode ser?
Por outro lado, cada balneário necessita de um plano diretor severo, capaz de permitir a sua organização e, sobretudo, humanização. O problema da mobilidade na cidade decorre da desordem do crescimento e, em razão disso, a prefeitura prefere improvisar soluções a reorganizar o desenvolvimento. Olhe a situação do Sul da Ilha! É um crime permitir que essa região continue se desenvolvendo aleatoriamente. O arquiteto Luiz Felipe Gama D’éça já havia advertido no final dos anos 70: o Sul da ilha vai virar favela se não tiver um plano diretor que organize o seu crescimento. Não deu outra. O plano de Gama D’Éça era implantar o aeroporto no norte da Ilha e deixar o sul para concentração de moradias e lazer.
O sistema de transporte exige que a prefeitura tenha a coragem de dar um basta ao vergonhoso modelo de exploração. Nenhum prefeito teve denodo para desbancar os grupos que detêm a concessão do transporte público por décadas e décadas e de péssima qualidade. O amarelinho, que se denomina o ônibus com ar condicionado, surgiu para privilegiar a classe média. Absurdo. Em qualquer cidade decente – o que, infelizmente, não exige no Brasil – não há discriminação. O povo tem direito de deslocar-se em ônibus confortável, com ar condicionado ou calefação, independente do seu poder aquisitivo.
A Ilha já poderia dispor de um metrô a céu aberto. Em São Paulo, a malha do metrô tem 323 quilômetros e ainda é insipiente diante da necessidade de uma cidade carente de transporte. Florianópolis necessitaria de uma rede de 220 quilômetros para atender a toda a região, fora ramais para a conexão com outras cidades da região metropolitana. Só se ouve que “é inviável”. Claro, porque na visão do homem público não prevalece a solução, mas a viabilidade econômica, porque só enxerga o investidor privado como alternativa. Acho que o que se gastou de tapete preto nos últimos cinco anos teria dado para fazer 30% das obras de um metrô de superfície, sem dúvida. Vamos sonhar, porque sonhar é bom e reduz nossa irritação com o alcaide alienígena. Imagine, leitor, você morando em um balneário, no bairro do Estreito ou na Trindade, pegar um transporte decente e ir para o trabalho ou ao lazer no centro da cidade? Quem iria preferir deslocar-se em seu próprio carro?
Mas, vamos continuar em nossa visão de planejamento. Uma vez definidas as estratégias e planos de desenvolvimento da cidade, bastaria à prefeitura investir em projetos destinados a começar a solucionar os problemas do geral para o particular. O meio ambiente, a ocupação urbana e das áreas periféricas, a recuperação e preservação dos patrimônios históricos e culturais, o estímulo às artes visando a resgatar identidades culturais da cidade, entre as quais a música, cinema, teatro, a pintura, etc., a humanização de toda a cidade, através da construção de passeios, sinalizações, substituição de todas as lombadas (há lei que proíbe) por sinais de controle de velocidade, áreas de lazer, e leis extremamente severas que impeçam e punam a desordem da construção civil, enfim, tudo isso constituiria as estratégias destinadas a viabilizar o desenvolvimento harmonioso, integrado e controlável. A Ilha passaria a valorizar a sua integração com o mar, tornando seus rios, lagos e mangues fatores imprescindíveis à sua humanização. Em torno dos córregos, rios e lagos áreas de lazer, de entretenimento para as famílias.
Infelizmente, para isso, precisaríamos de prefeito e vereadores éticos e comprometidos com a cidade. Mas, há um alcaide alienígena e muitos edis desaforados, que só pensam em vantagens pessoais.
Ah, o alcaide alienígena vai, no próximo dia 20, visitar Seul, capital da Coréia do Sul. Ótimo! Mas ele precisa conhecer, com detalhes, duas grandes virtudes de Seul: o engarrafamento foi drasticamente reduzido a partir de 2002 porque o sistema de transporte coletivo passou a ser ótimo e o povo não quer mais saber de andar de carro; os córregos, principalmente, foram todos recuperados e alguns chegam a ser piscosos. O rio Cheonggyecheon é límpido e corta a cidade. E para humanizar Seul, a sua prefeitura derrubou 626 mil toneladas de concreto, entre viadutos, edifícios, etc. Hoje. Seul é repleta de verdes, rios limpos, transportes decentes, enfim, uma cidade exemplar de 11 milhões de pessoas vivendo numa área de 605 quilômetros quadrados, 200 a mais que Florianópolis.
Vamos torcer para o alcaide alienígena não retorne com a planta arquitetônica de um viaduto. Ele precisa, isto sim, conhecer as razões que levaram Seul a ser um modelo de desenvolvimento humano.
Ah, é bom avisar ao alcaide que Seul não tem tapete preto. É verde!
Inté..
08.02.10
Laudelino José Sardá



PARABÉNS AO PROFESSOR LAUDELINO, E A VOCÊ MOSQUITO PELO ESPAÇO A ESSAS PESSOAS DE BEM.
São ladrões e gigolós dos cofres públicos;
Jornalistas, Publicitários, Empresários, Políticos, Igrejas, OAB, Sindicatos, Conselhos, Associações, ONGS…
Ah, mas não são todos, FODASSE!
Vão querer nome e cpf de todos ?
VENENO para matar essas tribos;
Blogueiros corajosos com a sua participação.
DENUNCIE a corrupção, e esses VAGABUNDOS.
CACAU continua defendendo o PAVAN
Transparência
Advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho aproveita a deixa e lembra que o vice Leonel Pavan não se encaixa no comentário do ex-presidente da AMB, Rodrigo Collaço, destacado hoje na coluna, afirmando que “foro privilegiado é, acima de tudo, o foro da impunidade. Simplesmente, não há julgamento”.
Desde o estouro da Operação Transparência, Pavan e seu advogado vêm insistindo para que o julgamento no Judiciário ocorra, e o mais rápido possível. O foro privilegiado do vice era a Assembleia Legislativa, onde o caso poderia ter “morrido”, mas Pavan preferiu abrir mão dessa prerrogativa.
A surpreendente carta do vice pedindo para que os deputados devolvessem o caso ao TJ é, segundo o advogado, a prova das provas de que seu cliente dispensou o foro privilegiado porque tem “convicção de inocência”.
CACAU, qual é a tua opinião ?
Mosquito,
Excelente a abordagem sobre Florianópolis feita pelo jornalista Laudelino José Sardá. Sou ilheu urbano nascido e criado à rua Durte Schutel no centro morando em capoeiras desde 1980 ao lado do terminal de ônibus que nunca foi utilizado. Por ironia do destino os Õnibus fazem ponto bem em frente ao terminal que está se deteriorando. Bem que poderia ser uma creche, um jardim de infÂncia ou mesmo uma feira. Mas nada se faz em benefício do coleetivo. Nem iluminação pública existe na rua que passa em frente ao terminal (?) É verdadeiro ponto de prostituição e risco para as pessoas que por ali transitam. Florianópolis está agonizando. Mas a vaca ainda dá leite e vão secá-la até a morte. Depois que as aves agourentas estiverrem destruído boa parte da cidade irão operar em outras bandas, como fazem as aves de rapina. Deixarão somente a carniça de uma cidade que um dia já foi considerada a melhor do Brasil. É muito triste ver Florianópolis despencando como cidade. Acorda população. Ainda há tempo.
Rudi Pereira Lopes
Capoeiras
Florianópolis
E o Sindicato da Construção Civil, dona dos vereadores e do prefeito vai deixar isso acontecer.
Incrível esse texto!
É só raciocinar um pouquinho e parar de trabalhar apenas para os próprios interesses que essa nossa Ilha tem solução!
Não vejo problema com construção de prédios dentro de perímetros urbanos,em qualquer lugar, desde que construídos em local onde haja rede pública de esgoto bem dimensionada e com demanda prevista. Acredito que, caso este procedimento fosse institucionalizado, em futuro breve teríamos a melhor rede de esgoto do país!(Os empresários ligeirinho forçariam os políticos a viabilizar as redes!)
Nas orlas, a ocupação deveria ser piramidal, ou seja, começando próximo a praia por um pavimento e crescendo a medida que se afasta, até um limite razoável.(Isso é dificílimo de institucionalizar; valorizaria os piores terrenos e desvalorizaria os melhores(próx. ao mar))
Me parece que tem sido assim no 1º mundo! É só copiar!
O Canga que está no sul da França que o diga!
Pedro Paulo (PÊPÊ)
Eng. Civil, turma UFSC de 1972, época em que Floripa era uma JÓIA.
Porto Belo.
Senhores,
Florianópolis e Santa Catarina optaram, democráticamente, pelo pior, pelo que há de mais “escroto” no meio político. A eleição e re-eleição dos chefes do executivo estadual e municipal comprovam nitidamente que o brasileiro, seja ele do Maranhão ou de Santa Catarina não sabe votar. A insensatez com que se utiliza o termo TURISMO para aprovar e modificar o uso e ocupação do solo na capital demonstra a podridão de caráter de nossos administradores.Politicos como,LHS,Dário,Pavan,Gean,Cavalazzi entre outros, são personagens que deveriam ser banidos da atividade pública. Sem duvida, vivemos o pior periodo da história em nosso estado.Minhas felicitações a Laudelino Sardá por tanta lucidez.
José Emidio Trilha Ribeiro Jr.
Arquiteto,Urbanista e prof. Universitário.
Mosquito, fiquei pasma em saber que o irmão do Dário, o Djalma, atual prefeito em São José (aliás, São José está uma vergonha), será candidato a prefeito na Palhoça. A itinerância está no sangue.
A existência de gente como o prof Laudelino dando a cara para bater e enfrentando o esquemão da construção civil em Florianopolis é o que me dá alguma esperança… A construção civil corrompe, a política é corrompida,a advogacia-de-porta-de-corrupto solta e a putaria gera todos esses.
FLORIANOPOLIS, TERRA DE DEGRADAÇÃO MORAL E AMBIENTAL.
FLORIPA MENOR, FLORIPA MELHOR!
A marchinha do Dario e do Pavan ja esta em Portugal. Bloco bundinha gay sai com destaques. siga a TV A Lenha. Bom dia Floripa!
Quem imagina que uns imbecis como esses possam pensar em recuperar uma cidade como Florianópolis. Primeiro que é muito para a cabecinha de cada um deles pensar numa coisa dessas, segundo porque nunca pensaram em nada na vida que não resulte em ganho próprio. Esses caras não estão nem ai para a cidade, o que eles querem é o deles em cada contrato, por isso que chamam de obra qualquer estaca fincada. Como disse em outra oportunidade só são alguém na vida porque se valem desse ente inanimado que é o estado, servido por um bando de lacaios. O que fazem os órgãos representativos dos servidores públicos desses poderes que não se rebelam contra essa gente?
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O vice-gov. Pavan (PSDB) foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Transparência, recebendo R$ 100 mil para vender facilidades para empresa Arrows Petróleo. Para você leitor e/ou futuro assinante
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Florianópolis – Sábado dia 06.03.10 às 21:03h – Av. Paulo Fontes – área restrita a pedestres, com veículo de venda de lanches
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