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Carros fortes na Rua dos Ilhéus – Essa putaria patrocinada pelo Banco do Brasil não acaba nunca! – Neste post – Advogada ambientalista mete o pau no turismo de enganação na ilha

Submitted by Amilton Alexandre on quinta-feira, 8 janeiro 20092 Comentários

NINGUÉM RESPEITA OS CIDADÃOS – Moradores e turistas

Para esses fdp não existe lei. Estacionam no meio da rua, trancam o trânsito, fazem o diabo. Nunca foram multados, sempre levaram essa situação no jeitinho. A população que se foda.

Como a cidade tem Prefeito e secretários vagabundos nao vejo muita saída.

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Florianópolis e o `colonialismo cultural´: disque-cabungo
 
Temporada de verão: a capital catarinense está cheia de turistas. Quem desconhece os nossos problemas, compra a propaganda midiática de que aqui é o paraíso e decide gastar seus tostões nas nossas praias.
 
Mas a ilusão do paraíso está com os dias contados.
 
O `catarina´ – que vive do turismo – como na fábula da cigarra e da formiga, hiberna nos períodos mais frios e sai da toca na temporada de verão.
 
Da noite pro dia hotéis, pousadas e restaurantes reabrem as suas portas; vendedores ambulantes reaparecem; o preço das mercadorias é majorado (arrancando dinheiro do bolso do turista e do nativo); os engarrafamentos no trânsito aumentam; as ruas ficam cheias de ônibus de excursão que estacionam para despejar/recolher os passageiros-turistas e, nesse meio tempo, lançam no ar fumaça do diesel queimado e o barulho dos motores ligados; um policial salva-vidas é artigo de luxo nas areias das praias; a segurança nas ruas é pífia…
 
Como a população dobra, triplica na temporada, aumenta a produção de dejetos. O recolhimento do lixo passa a ser diário porque lixo é dinheiro. E o esgoto?
 
A temporada virou sinônimo de esgoto vazando dos prédios, escorrendo pelas calçadas; situação que é amenizada pelos `limpa-fossa´ – que recolhem esgoto e o joga sabe Deus aonde!
 
É simples: a gente liga pro disque-cabungo e entram em cena os cabungueiros!
Bom, o problema do esgoto atinge toda Santa Catarina que, segundo o Diário Catarinense, “investe pesado em propaganda turística ressaltando as suas belezas naturais, mas esconde uma realidade vergonhosa: o baixo índice de tratamento de esgoto nas principais cidades que recebem esses visitantes”**.

Quem é pago aqui para prestar esse serviço?  A CASAN – Cia. Catarinense de Águas e Saneamento. Mas ela age como se esgoto não fosse encargo dela. Seu negócio é água. Na véspera do Natal, ao admitir  falta d´água (fato corriqueiro na temporada), lançou a campanha “Guerra ao desperdício”. Multas de R$ 5 mil para quem for flagrado lavando calçadas ou veículos; acréscimo da tarifa para quem consumir 25% a mais da quantidade média do ano (isso é a tal da tarifa sazonal).
 
Claro que a CASAN não assumiria a culpa pela falta d´água! Para o seu presidente – Walmor De Luca – a culpa é do volume de turistas e do “alto consumo sem inteligência e racionalidade da população”. Segundo ele, “vivemos ainda um colonialismo cultural: as pessoas ainda cantam ópera no chuveiro durante o banho”*.
Pensando bem, Seu Walmor tá certo! Não passamos de “colonizados”! Não temos coragem de dizer não à exigência do pagamento de um serviço que não recebemos, cujo valor corresponde a 100%  sobre o valor da tarifa d´água. Florianópolis tem 45,14% de atendimento de esgoto. Só isso! Dados obtidos na pesquisa da Fundação Getúlio Vargas sobre o índice de serviços de esgoto em 24 destinos turísticos indicados pela Embratur.
Este `atendimento de esgoto´ prestado pela CASAN é assim: o negócio cai na rede; vai pruma estação de tratamento; não sabemos se é tratado.

E os “colonizados” preferem lançar seu esgoto nos rios, no mar… Quando este lançamento apresenta problemas e a coisa vem à tona, pagam os cabungueiros pra levarem seus dejetos pra qualquer canto, longe dos seus olhos e nariz.
Assim, a `Colônia´ vai destruindo seus recursos naturais que tanto atraem o turista; matando a galinha dos ovos de ouro.
Não dá mais pra esconder que o esgoto in natura afeta a balneabilidade das nossas praias. O último relatório do governo apontou que, em Florianópolis, dos 63 pontos analisados sobre a qualidade da água, 24 (38%) são impróprios para banho***.
Relatório do governo?; da FATMA?, órgão estadual ambiental conhecido por não cumprir suas obrigações. Dá pra confiar??
Claro que não! Segundo o doutor Fernando Cordioli Garcia, “se alguma instituição séria fizer uma pesquisa independentemente do Governo, há o sério risco de um quadro muito pior ser retratado, ainda que utilizados os mesmo critérios benévolos do CONAMA nas análises”.

 Ana Echevenguá – advogada ambientalista – coordenadora do programa Eco&Ação   www.ecoeacao.com.br – telefone 48 88133380/91343713 – Florianópolis – SC.

2 Comentários »

  • Pedro said:

    Graças a Deus… alguem resolveu falar deste absurdo!!! Sou usuário da Rua dos Ilhéus,( aliás… RUA DOS CARROS FORTES), porque dos Ilhéus não é. Fico impressionado com a falta de respeito que que impera nesta rua. Já fiquei várias vezes parado, aguardando que estes aprendizes de motoristas, retirassem os caminhões da fila dupla para dar passagem ao onibus, veiculos, motos e até ambulâncias. Já falei com os guardas municípais, policia militar, com a prefeitura, e…….. comtinuam ali… Já presenciei motoristas sendo multado por que parou o carro para saltar um passageiro, e estes caminhões ficam ali como se não houvesse lei, sem o menor constrangimento. SOCORROOOOOOOOO….. ALGUÉM ME DIGA QUAL É A LEI QUE PROTEGE ESTA BARBARIDADE.

  • Silvério said:

    Faço parte de uma instituição pública de nome Bombeiro Militar de Santa Catarina e ja tive dificuldade de transitar neste treixo com viaturas de emergência! Gostaria de saber a mesma coisa que o cidadão Pedro: Quem é que aprova isto, por que não são multados? Pois as viaturas do corpo de bombeiros quando em emergência não podem passar em sinal vermelho e não ultrapassar a velocidade limite permitida!!! E os carros fortes podem? Inclusive imterromper a passagem de uma via pública? Com a palavra o dono destas empresas…

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